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10/01/2019

SENNA PRESENTE

Prof. Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 10/01/2019 (quinta-feira).
tales@fariasbrito.com.br

Há cerca de 1985 anos, faleceu Jesus Cristo. Para uns, o Filho de Deus; para outros, um grande líder; e, para todos, um emissor de indiscutíveis mensagens para a humanidade. Após sua morte, seus seguidores pensaram: agora, tudo está perdido. Na realidade, estava surgindo uma das maiores crenças religiosas: o Cristianismo.
 

Em 1994, Ayrton Senna faleceu. Na Fórmula 1, era um piloto diferente dos demais. Um obstinado por sua profissão. Um brasileiro que conseguiu fãs extasiados, mesmo entre os não brasileiros. E, acima de tudo, um grande caráter. Com sua morte, seus admiradores também pensaram: e agora? Mas, dois meses antes do acidente, Senna havia compartilhado com a irmã, Viviane, o desejo de ajudar as pessoas, em especial crianças e jovens.
 

E nasceu o Instituto Ayrton Senna, sob a direção de Viviane Senna, que nos enche de orgulho e cuja performance, ao transformar a vida de milhões de brasileiros, nos remete ao conselho do irmão: “Tenha sempre como meta muita força, muita determinação, e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá.”
 

O Instituto chegou lá. 1,5 milhão de estudantes são beneficiados por ano. Viviane defende o direito das crianças ao aprendizado tanto das habilidades básicas, como ler, escrever e calcular, quanto dos aspectos socioemocionais, como tolerância, colaboração, persistência, disciplina e foco, competências exigidas no século XXI.
 

No mês passado, o Ceará teve o prazer de receber Viviane Senna, numa promoção da Lide, com lideranças voltadas ao desenvolvimento do Estado. Como Coordenador de Educação da Lide, orgulhei-me de ser liderado por Emília Buarque. Ela nunca foi tão feliz na escolha de um conferencista.
 

A dedicação de Viviane em realizar o sonho do irmão, mesmo apesar da dor da perda, nos leva à consciência de nosso papel na construção de um mundo melhor, a seguir o astronauta da primeira missão tripulada à Lua, a Apollo 8, James Lovell, quando, no evento comemorativo dos 50 anos dessa missão, declarou: “Deus entregou à humanidade um palco para atuar, e é nossa a responsabilidade pelo final dessa peça.”
 

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