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03/08/2018

ATITUDE GERA ESPERANÇA

Prof. Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 03/08/2018 (sexta-feira).
tales@fariasbrito.com.br

O Brasil vivencia sua maior crise dos últimos tempos. E o pior: trata-se de uma multicrise, de ordens política, social, econômica e moral. Muitos homens públicos ficam a dizer o indizível, o que nos lembra o escritor francês Montaigne, quando nos ensinou: “Ninguém está livre de dizer coisas estúpidas, o ruim é dizê-las com ênfase.”
 

Enquanto isso, a sociedade aguarda a solução dos problemas de nosso país. A violência é um deles. E diz respeito não só à polícia, mas a todos nós. Não adianta apenas prender bandidos. A causa da violência está na desigualdade social. Não adianta atuar somente na consequência, sem agir na causa. As cotas criadas pelo governo para assegurar o ingresso nas universidades deveriam existir não quando o aluno se insere no Ensino Superior e sim quando nasce, garantindo-lhe saúde, boas escolas e oportunidades iguais às de todas as crianças.
 

Mais importante do que as mudanças a serem feitas no cotidiano são as que mudarão o país. E, para isso, estamos no período adequado. Ainda neste ano, em outubro, teremos eleições, e a permanência ou ausência dos maus políticos depende do seu voto.
 

Precisamos de atitude. O Brasil não é dos políticos. É nosso. Os homens públicos são apenas nossos representantes, e, enquanto tais, eles devem receber orientação dos representados. E como melhorar o nível do poder decisório? Como manter os bons e afastar os maus?
 

A solução é escolher bem. E, para que a população possa votar nos melhores, só há uma saída. A educação. Somente por meio dela é que o homem adquire valores e conhecimento. É ela que liberta e cria oportunidades iguais para todos.
 

Mudar esta Cidade, este Estado e este País exige muita responsabilidade, ousadia e, acima de tudo, a capacidade de apaixonadamente sonhar com um mundo melhor. Porque, conforme as imortais palavras de William Shakespeare, “enquanto houver um louco, um poeta e um amante, haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança”.
 

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