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11/04/2019

AMOR, AMOR E MAIS AMOR

Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 11/04/2019 (quinta-feira).
tales@fariasbrito.com.br

“Boa noite, garotada!” Na extinta TV Tupi (aqui TV Ceará), esse era o código para o fim de um programa infantil. Ao ouvi-lo, as crianças se despediam da TV e iam à cama. Nos EUA, ao finalizar a programação infantil, a emissora perguntava aos pais: vocês sabem onde seu filho está neste momento?

O tempo levou tais imagens, assim como a tranquilidade sobre o tipo de informação a que estamos expostos, sobretudo pela Internet. Agora, comunica-se “livremente” tudo e qualquer coisa. Sem filtro, sem limites, sem aviso. Quando o Facebook e o Instagram decidiram tirar do ar a publicação do recente massacre em uma igreja da Nova Zelândia, as imagens já haviam corrido o mundo e sido vistas, inclusive, por milhões de crianças.

Ainda um território sem lei, e em grande parte desconhecido, esse enorme iceberg revela somente a sua menor parte, enquanto concentra submersas as zonas obscuras da Deep e da Dark Web. Não bastassem as fake news tomadas como verdades e definindo os destinos de nações, vídeos como o desafio da boneca Momo, supostamente divulgado no YouTube e disseminado pelas redes sociais, podem levar grandes danos às crianças. Sequer é possível verificar facilmente a fonte de uma informação. Se houvesse a identificação de quem primeiro fez a publicação, talvez fosse menor a impunidade.

O “dize-me com quem andas e te direi quem és” torna-se difícil quando a companhia é o mundo pelo celular. O que resta aos pais? A maior de todas as lições, reforçada por meu tio Dom Jerônimo quando perguntado por Lúcio Brasileiro sobre o pecado. “O único pecado é a falta de amor”, respondeu o beneditino. Somente o amor pode salvar nossas crianças dos malefícios causados pelas más influências.

Hoje, as crianças consideram o celular como parte de seus corpos. Não podemos ser rígidos ao ponto de eliminá-lo do manuseio pelos filhos, até porque, em determinados momentos em que o imaginamos nocivo, devemos lembrar que o jovem pode estar a conversar com Shakespeare, por exemplo. E qual a saída? Diálogo, diálogo e mais diálogo com os filhos. Amor, amor e mais amor.

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